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história

2000-2004
Fundação e primeiros passos
Em dezembro de 2000 o Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA, foi fundado com o objetivo de criar ferramentas de armazenamento e gestão de informações sobre a biodiversidade brasileira. Desde o seu início, com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) desenvolveu importantes sistemas como o Sinbiota (Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota/Fapesp) e a revista Biota Neotropica. Também, com o apoio da Fapesp, e inicialmente restrito à integração dos dados de coleções biológicas do estado de São Paulo, teve início o desenvolvimento daquele que é um dos maiores sistemas de informação sobre a biodiversidade brasileira: a rede speciesLink, um grande banco de dados colaborativo onde qualquer pesquisador pode fazer consultas e obter dados sobre a flora, fauna e a microbiota do país.

Outro marco foi o início da estruturação da rede SICol (Sistema de Informação para Coleções de Interesse Biológico), iniciativa que conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e suas agências, Finep e CNPq.

Por reconhecer a importância do trabalho em rede, desde os seus primeiros anos de história, o CRIA buscou atuar em parceria com instituições internacionais. Nessa época, destaca-se o desenvolvimento do novo Bioline International em parceria com a Universidade de Toronto, além de várias ferramentas e o protocolo de comunicação DiGIR em parceria com o GBIF (Global Biodiversity Information Facility). Outra importante inserção internacional foi a participação do CRIA no Liason Group do Biosafety Clearing-House Mechanism e do Informal Advisory Committee do Clearing-House Mecanism da Convenção da Diversidade Biológica.

Construção do Herbário Virtual A. de Saint-Hilaire

Participação da equipe do CRIA no Codata, em 2007

Repatriação do Flora brasiliensis é destaque na imprensa
Participação do CRIA no grupo "Conservation Commons" no 3rd IUCN World Conservation Congress em Bangkok, 2004
2005-2009
Crescimento em rede
Aos poucos, com o objetivo de criar redes cada vez mais amplas e sustentáveis, o CRIA foi crescendo e estabelecendo parcerias com diversas organizações. Com o apoio da Fapesp desenvolveu, junto com a Poli-USP e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o openModeller, um ambiente computacional para a geração de modelos de distribuição potencial de espécies. Nesse período, também foram lançados vários sistemas de informação online, com destaque à Flora Brasiliensis, um trabalho extenso de digitalização e lançamento online da obra editada entre 1840 e 1906, e que só foi possível graças à parceria do CRIA, com a Unicamp e o Missouri Botanical Garden.

Outro marco foi a estruturação do OBIS Brasil (Ocean Biodiversity Information System) com o apoio da Petrobrás, em parceria com a USP.

Ainda nessa época, diante da constatação de que muitos dados sobre a biodiversidade brasileira estavam armazenados em instituições fora do país, teve início o programa de repatriação de dados para a rede speciesLink com os herbários dos Jardins Botânicos de Nova Iorque e Missouri, além de outros sistemas, como o Herbário Virtual A. de Saint-Hilaire, resultado da cooperação entre o Instituto de Botânica de São Paulo e o Museu de História Natural de Paris.

Em 2006, com o apoio do CGEE e MCTI, desenvolvemos uma das mais importantes ações estratégicas para coleções biológicas do país, que culminou com a publicação do livro Diretrizes e Estratégias para a Modernização de Coleções Biológicas Brasileiras e a Consolidação de Sistemas Integrados de informação sobre Biodiversidade, mais conhecido como o Livro Laranja. O livro foi lançado na COP8, como estratégia do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em decorrência desse trabalho, tiveram início várias iniciativas, dentre as quais se destaca um dos movimentos mais importantes de colaboração e trabalho em rede: o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (INCT-HVFF), criado com o apoio do CNPq, CAPES, Facepe.

Comemoração dos 20 anos do Bioline, em 2010

Participação do CRIA no Comitê Executivo do Codata, Paris 2011

Em 2013, reconhecimento da obra Polinizadores pelo prêmio Jabuti

2010-2014
Flora, Fungos e A.B.E.L.H.A.
Com o crescimento das redes, cresceu também a relevância do CRIA e a sua inserção na comunidade científica internacional. Nesse período, sob a coordenação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e com a participação de centenas de pesquisadores, foi lançado o sistema para a produção contínua e online da Lista de Espécies da Flora do Brasil desenvolvido pelo CRIA, que foi publicada em 2010 e apresentada na COP10.

Com uma nova flora publicada e com os avanços do Herbário Virtual como um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, em 2012 foi lançado o sistema Lacunas de conhecimento da flora e dos fungos do Brasil. O sistema permite identificar as lacunas taxonômicas e geográficas da rede speciesLink vis-à-vis a Lista de Espécies da Flora do Brasil.

Dando continuidade à sua agenda internacional, o CRIA participou de diversos comitês e projetos internacionais, como o Forward Look Committee, um grupo que formulou as ações futuras do GBIF; o Conselho Executivo do CODATA (International Council for Science: Committee on Data for Science and Technology0); o Comité Asesor Científico da Comisión Nacional para el Conocimiento y Uso de la Biodiversidad (CONABIO), no México; e integrou o Advisory Board of the Group on Earth Observations Biodiversity Observation Network - GEO BON.

Ainda em 2013, um importante passo para garantir a perenidade dos esforços do CRIA foi dado: a pedido do CNPq, todos os sistemas públicos de informação desenvolvidos pelo CRIA foram transferidos para o Internet Data Center da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (IDC/RNP) em Brasília, visando melhor conectividade e segurança física para os equipamentos. Por fim, em 2014 teve início a parceria com Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.). Outros marcos do período:

  • Desenvolvimento de três projetos com financiamento da Comunidade Europeia: iMarine, EU-Brazil OpenBio e EU-Brazil Cloud Connect;
  • Parceria com o Integrated Digital Biocollections (iDigBio);
  • Celebração dos 20 anos do Bioline International;
Encontro do INCT, em Recife. Compartilhar dados para tornar a informação cada vez mais acessível
2015-2019
Integrar e compartilhar informações
Em 2015, dando continuidade ao desejo de tornar o seu trabalho cada vez mais acessível e sustentável, o CRIA passou a fazer parte da Rede Comunitária de Educação e Pesquisa (Redecomep), uma iniciativa do MCTI e MEC (Ministério da Educação) coordenada pela RNP. A participação nessa rede de alta velocidade viabilizou a gestão dos sistemas do CRIA, que em 2019 foram transferidos para o Centro de Dados Compartilhados da RNP (CDC/RNP), em Recife.

Nesse mesmo período, também teve início o compartilhamento de dados do Herbário Virtual da Flora e dos Fungos para as redes GBIF, SIBBr e iDigBio, disponibilizando, na época, mais de 3 milhões de registros de herbários brasileiros. O INCT-HVFF também integrou o projeto Open and Collaborative Science in Development (OCSDnet), que discutiu os conceitos de dados e ciência aberta, além de ter protagonizado um grande esforço no estabelecimento de novas parcerias visando a integração de dados de várias coleções botânicas do país e do exterior. Outro destaque foi o lançamento de sistemas de informação sobre abelhas, com destaque para o Sistema de Informação Científica sobre Abelhas Neotropicais (infoAbelha).

Outros marcos do período:

  • Publicação do artigo The importance of biodiversity e-infrastructures for megadiverse countries no Plos Biology, ressaltando a importância de e-infraestruturas como a rede speciesLink para a conservação ambiental em países de grande biodiversidade;
  • Desenvolvimento de várias ferramentas e aplicativos, com destaque para as estatísticas de uso dos dados da rede speciesLink;
  • Lançamento do Sistema de Informação sobre Interações Abelhas-Plantas no Brasil, a Plataforma de Informação sobre Apicultura e Meio Ambiente, o sistema Guardiões da Biodiversidade em colaboração com o INCT-IN TREE, e o sistema Lacunas de conhecimento das abelhas no Brasil um produto financiado com apoio do CNPq, MCTIC, IBAMA e A.B.E.L.H.A.
Parceria com o INCT, fundamental para a perenidade dos dados e sistemas do CRIA
2020-2021
Vinte anos de comunidade, rede, informação e acesso
Em dezembro de 2020, o CRIA entrou no seu vigésimo ano, reafirmando tudo aquilo que motivou a sua fundação: ser uma comunidade que trabalha em rede para tornar informações sobre a biodiversidade brasileira acessíveis a todos, para melhorar nossos processos de pesquisa, educação e tomadas de decisão e buscar caminhos para a preservação e uso sustentável da nossa riqueza ambiental.

Além do trabalho constante na agregação de dados textuais e imagens e no melhoramento das ferramentas de avaliação da qualidade dos dados, também foram intensificados os trabalhos de integração de acervos coletados na América do Sul mantidos em coleções do exterior. Como resultado desse trabalho colaborativo e em rede, o speciesLink superou o marco de 15 milhões de registros e 4,5 milhões de imagens acessíveis a qualquer pessoa interessada através da sua interface de busca.

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